Vítor Proença preocupado com atraso no arranque da obra do IC1

O presidente da Câmara de Alcácer do Sal está preocupado com o atraso no arranque das obras no Itinerário Complementar (IC) 1, entre Alcácer do Sal e Grândola, previstas para o primeiro trimestre deste ano.

Continua a haver este atraso que é incompreensível apesar de autarcas, população e comissão de utentes estarem empenhados para que as obras se iniciem”, disse Vítor Proença, presidente da Câmara de Alcácer do Sal.

Em janeiro deste ano, a empresa Infraestruturas de Portugal (IP) anunciou a adjudicação da empreitada, num total de 15,7 quilómetros, com um investimento mais reduzido, de 4,6 milhões de euros, do inicialmente previsto (6,4ME) e um prazo de execução de nove meses.

Os estaleiros estão montados e é visível o número de maquinaria colocada no local mas não sabemos mais nada sobre o arranque da obra porque não nos é transmitida qualquer informação, apenas que há claramente uma intenção de retardar as obras”, frisou o autarca.

As obras de requalificação daquele troço, que liga Alcácer do Sal a Grândola, foi anunciada, em abril de 2017, pelo Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques que apontou o primeiro trimestre de 2018 para o arranque da obra mas nesse ano foram feitas apenas pequenas reparações naquela via.

Já estamos a meio de agosto e não há obras à vista numa estrada que é extremamente perigosa e onde há muitos acidentes devido aos buracos, fissuras, raízes e buracos que persistem”, lamentou o presidente da Câmara de Alcácer do Sal que reconhece “não existir diálogo com este ministério”.

A empreitada prevê a reabilitação estrutural do pavimento, a renovação, readaptação e complemento da sinalização e dos equipamentos de segurança e a instalação de sistemas semafóricos, a requalificação dos sistemas de drenagem, que inclui a execução de passagens hidráulicas e a limpeza e reparação das valetas e intervenções de integração paisagística.

A obra de requalificação do troço do IC1 tem vindo a ser reivindicada pela comissão de utentes e pelos municípios de Alcácer do Sal e de Grândola nos últimos anos, com vários protestos, marchas lentas e encontros com grupos parlamentares e governantes.

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